18 de maio: Como reconhecer os sinais de violência infantil

Especialista dá dicas de como identificar o comportamento diante de violações de direito e abusos 

Violencia infantil

O dia 18 de maio é marcado como Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data trata de uma  realidade que impactou mais de 100 mil crianças e adolescentes até 19 anos que foram vítimas de agressões no Brasil de 2010 a 2020, segundo dados do Ministério da Saúde.  Diante de tantos desafios é preciso nos questionarmos como é possível promover a defesa e promoção dos direitos e identificar sinais dos diversos tipos de violência?

Para Michele Aparecida Morais Santos, Psicóloga do Marista Escola Social Ir Lourenço, é importante alertar sobre os sinais de violência e debater sobre as ferramentas que a sociedade tem para prevenção. “A pandemia aumentou o silêncio das crianças e adolescentes e agravou as situações de vulnerabilidade, a rede de apoio, com os familiares e os responsáveis podem identificar e dar voz para que o ciclo da violência seja interrompido”, revela. 

Segundo a Psicóloga, os tipos de violência podem ser categorizados em em física, psicológica, sexual, e institucional, em que todas as crianças e adolescentes têm seus direitos negligenciados. “Muitos comportamentos estão diretamente ligados a violência, discriminação, e qualquer omissão que prejudique a criança e o adolescente. Como são seres diferentes e únicos, precisamos lembrar que cada uma delas pode reagir de maneiras diversas dependendo do que vivenciam”, alerta. 

Projetos reforçam a importância do debate

A escola, como espaço de escuta e acolhimento, promove reflexões com os alunos sobre a importância e a defesa dos direitos. No Marista Escola Social Ir Lourenço, que atende crianças e adolescentes gratuitamente na Zona Leste de São Paulo (SP), 
os alunos e a comunidade são engajados a debaterem sobre o tema. “Nesse sentido devemos oferecer a maior quantidade de informações, para que as famílias e os responsáveis possam fortalecer seus filhos, por meio da escuta e do acolhimento, assim toda comunidade escolar e a rede de apoio estão alinhadas em atividades que ensinem, debatam e promovam a defesa dos direitos”, reforça 

Para a especialista, toda rede de apoio da criança e do adolescente pode identificar sinais de possíveis violações dos direitos. Confira as dicas

Mudanças de comportamento 

Desde o rendimento escolar, até o isolamento, ansiedade ou alterações no sono ou na alimentação são fatores que devem ser olhados com cuidado pelos responsáveis e por toda família. 

Comportamentos repentinos

Se a criança ou adolescente retorna hábitos e comportamentos que já tinha abandonado anteriormente, pode ser um dos sinais para observação. “É importante olhar as relações sociais, com a pandemia, muito desse cuidado pode estar ligado a forma como age na frente das telas e computadores, todas as características devem ser observadas em conjunto com outros fatores'', reforça Luiza.

O silêncio na rotina

Em casos relacionados aos diversos tipos de violência crianças e adolescentes podem se sentir ameaçados, por isso, o silêncio pode ser uma característica do comportamento. 

Sinais físicos

Em caso de violência física, além dos sinais visíveis, podem aparecer também sintomas como dores na cabeça, enjoos, dificuldades digestivas, por exemplo. 

Aprendizagem

Baixo rendimento, dificuldade de concentração, pouca participação nas atividades escolares. “Todos esses sinais podem ser observados, e essa rede de apoio pode identificar e oferecer o suporte e também empoderar as crianças e adolescentes para serem cada vez mais defensores dos seus direitos”. reforça Luiza

Marista Escolas Sociais: Marista Escolas Sociais atende gratuitamente 7700 crianças, adolescentes e jovens por meio de 20 Escolas Sociais, localizadas em cidades de Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Os alunos atendidos nas Escolas Sociais têm acesso a uma educação de qualidade e gratuita que vai desde a educação infantil até o ensino médio, além de projetos educacionais e pedagógicos que acontecem no período contrário às aulas. https://maristaescolassociais.org.br/

 

   Nathalie Santini Maia

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