Itep RN

Peritos do Itep-Mossoró fazem pesquisa acerca do perfil criminalístico de homicídios por projéteis de arma de fogo na cidade.

O trabalho foi aprovado para a apresentação durante o XXV Congresso Brasileiro de Criminalística (VIII Congresso Internacional de Perícia Criminal) que ocorrerá em Goiânia em Outubro deste ano.

Peritos do Itep-Mossoró fazem pesquisa acerca do perfil criminalístico de homicídios por projéteis de arma de fogo na cidade.

Evidenciando a importância do exame de caracterização de projéteis e componentes de munição retirados de cadáver. A pesquisa fornece dados estatísticos dos crimes ocorridos por projétil de arma de fogo na cidade de Mossoró de dezembro de 2018 a junho de 2019. Os peritos criminais Roberta Lícia Marques Pena e Marcos Daian Saraiva, com a colaboração do perito Renildo de Souza Marcelino, realizaram a análise dos projéteis extraídos de cadáver durante as necrópsias efetuadas pelo setor de medicina legal do instituto.

"Dos 242 casos de homicídios na cidade em 2018, 223 foram perpetrados por arma de fogo. Através de dados coletados na pesquisa, conseguimos traçar o perfil dos tipos de armas utilizadas nos crimes, calibre, bem como tipo de fabricação das munições, se artesanais ou industriais, além de definir o perfil de homicídio por arma de fogo nos bairros da cidade. O resultado que a pesquisa fornece dá subsídio para ações da polícia e secretaria de segurança pública. Além disso, é um exame que auxilia o inquérito policial por evidenciar características das munições utilizadas na prática dos crimes”, enfatiza a perita Roberta Lícia. 

Para Marcos Daian, a pesquisa científica é uma importante ferramenta para mudanças de realidades. "Não podemos ter acesso a dados tão importantes e guardar na gaveta, o perito criminal tem um papel fundamental na consolidação desses dados e divulgação para que se criem políticas públicas que visem o controle da criminalidade. Nesse devido contexto, a pesquisa será apresentada na íntegra no congresso nacional de criminalística 2019".

"O exame de caracterização requer poucos materiais, sendo de grande valor o conhecimento técnico pericial, e esses resultados contribuem em muito para as investigações policiais, uma vez que através da caracterização dos projéteis, de acordo com a pesquisa em 85% dos casos, é possível chegar ao calibre da arma utilizada", concluiu Renildo Marcelino.

O calibre mais utilizado na prática do crime de homicídio na cidade foi o calibre .38, no entanto, cerca de 8% dos homicídios por projéteis de arma de fogo foram efetuados por armas de calibre 12 Gauge, o que configura, na maioria dos casos, crimes com maior teor de barbaridade. 

No bairro Belo Horizonte ocorreu cerca de 20,54% dos homicídios, já o Santo Antônio ocorreu 13,67% dos homicídios e a Zona rural ocorrereram 9,58%. (Dados baseados apenas na análise de laudos de caracterização de componentes de munição retirados de cadáver)

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